quinta-feira, 9 de abril de 2020

Quinta-feira Santa

Caros Paroquianos,
Seguem as sugestões do Senhor Padre Baptista para a celebração, em casa e em família, da quinta-feira santa .
Logo que seja possível, enviaremos a sugestão para o sábado santo.
Relembramos que será transmitida da nossa Igreja a missa do Dia de Páscoa
link:ACESSO AO CANAL PARA A TRANSMISSÃO EM DIRETO https://www.youtube.com/channel/UCj7bJfiLdjUvL3eufC30SvA

Quinta-feira Santa

PREPARAR O ESPAÇO
A família (também quem vive só) reúne-se à volta da mesa, à hora do jantar. No centro da mesa poder-se-á colocar uma toalha branca, uma cruz, uma vela, flores, um único grande pão e uma bacia com água e uma toalha.

1. BENZER-SE, A QUE SE SEGUE A SAUDAÇÃO NA PAZ.
Pensar numa intenção
Antes da celebração começar, cada pessoa pode tirar algum tempo para pensar e anotar, num pedaço de papel, uma intenção particular.

2. LEITURA DO EVANGELHO
Leitor 1: “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
No decorrer da ceia, Jesus, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura.
Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura”.
PARTILHA DA PALAVRA (texto do Cardeal D. José Tolentino Mendonça)

“Compreendeis o que vos fiz? Fazei o mesmo uns aos outros.” No Evangelho de S. João, não temos a narrativa da Ceia. O olhar do evangelista fixa-se antes sobre o gesto do Lava-pés. Jesus tira o manto, coloca-se na posição mais servil e começa assim a lavar os pés aos Seus discípulos. E aquele diálogo com Pedro é muito verdadeiro. Porque Pedro diz: “Senhor, jamais me hás de lavar os pés.” E, de facto, não faz sentido, Jesus não é razoável. Mas com este gesto irrazoável, Jesus ensina-nos uma coisa: que aquilo que resgata a nossa vida, aquilo que nos salva não são as coisas razoáveis que fazemos; só o excesso de amor pode ampliar a vida. A paixão de Jesus escancara aos nossos olhos o excesso de amor que Ele oferece a cada pessoa.
Se as circunstâncias o permitirem, pode-se aqui fazer o lava-pés um ao outro, ou só a um, ou então fazer o lava mãos ou só tocar com uma mão no chão e em seguida benzemo-nos.
Qualquer destes gestos é um sinal de humildade e de reconhecimento do outro. Para tocar no chão, precisamos de nos baixar; ao fazer o sinal da cruz procuramos dar espaço ao Outro.
Leitor 2 “Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».

3. BENÇÃO DA REFEIÇÃO COM A RECITAÇÃO DO PAI NOSSO
Então um membro da família poderia partir o pão e distribuir um pedaço a todos, sem dizer nada, mas dando espessura simbólica ao gesto. A partir daqui a ceia prosseguiria na forma habitual, e se possível, com mais intensa convivialidade.

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